Integralismo e História

Como muito apropriadamente sentenciou o Historiógrafo e nosso Companheiro, o Prof. Pimentel da Silva, "estamos cansados desses marxistas travestidos de Historiadores". Assim, a finalidade deste Blog é colocar a disposição do Povo Brasileiro a verdadeira História do Movimento Integralista, inclusive, com a fiel transcrição de Documentos Integralistas, quase sempre sonegados ou reproduzidos parcialmente ou adulterados cinicamente pelos pseudo-Historiadores. Além disso, aqui também serão expostos a Filosofia e o Método Integralistas da História. E, ainda, publicar-se-ão relatos sobre a História do Brasil e do Mundo, de Autores Integralistas.
Pelo Bem do Brasil!
Anauê!
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terça-feira, 12 de abril de 2011

Herói e desbravador, João Ribeiro de Barros completaria 111 anos.


Jornal "A Offensiva", Nº 66,  17 de Agosto de 1935, Anno II - Pág.1
Jorge Figueira*

Muitas personalidades da história do Brasil tiveram a oportunidade de envergar a Camisa-Verde Integralista nos anos 30, porém, pouco é escrito sobre esses heróicos Integralistas, que acabaram tendo essa importante passagem política pelas fileiras Integralistas apagadas de suas biografias. Entre essas figuras impares está o aviador natural da cidade de Jaú – SP, João Ribeiro de Barros (1900 – 1947), que no mês de abril completaria 111 anos. 

Com um grupo de companheiros foi um dos principais desbravadores da travessia aérea do Atlântico Sul, ocorrida em 1927, a bordo do hidroavião Jahú. Sem financiamento do Governo Federal, que declarava a empreitada impossível, e enfrentando sabotadores, João Ribeiro de Barros se desfez dos seus próprios recursos pessoais e iniciou sua viajem sem escala na ilha de Santiago, Cabo Verde, pousando triunfante na enseada norte de Fernando de Noronha, Brasil. 
Nos anos 30, durante a Revolução Constitucionalista, participou como voluntário do conflito, doando todo o ouro que possuía, inclusive medalhas e troféus recebidas pelas suas façanhas como piloto para campanha “Doe Ouro para o bem de São Paulo”. Teve um dos seus aviões confiscado pelo Governo Federal, momentos antes de decolar, e foi preso pela policia política do ditador Getulio Vargas acusado de editar um jornal clandestino, logo foi posto em liberdade por falta de provas.

Mesmo realizando façanhas inéditas, sem nenhum tipo de apoio, João Ribeiro de Barroso conquistou títulos, prêmios e homenagens Nacionais e Internacionais, porém seu reconhecimento como Herói Nacional pelo Governo Federal só ocorreu na década de 70 quando foi finalmente foi erguido um monumento em sua homenagem no Município onde nasceu, sendo assim finalmente colocada em destaque sua figura no Panteon Nacional, lembrando para a população que não existem triunfos impossíveis.

* ∑ - Rio de Janeiro - RJ. Publicitário.

domingo, 21 de novembro de 2010

Oswaldo Teixeira e a Capa da Revista "Anauê!"

Jorge Figueira*

O cartaz que ilustra este artigo foi produzido pelo artista, ganhador de diversos prêmios nacionais, internacionais e membro da Academia Brasileira de Belas Artes, Sr. Oswaldo Teixeira (1904-1974). Veiculada pela primeira vez na capa da revista Anauê! Nº. 2 de 1935, veio a tornar-se uma das imagens mais marcantes da Acção Integralista Brasileira (1932-1937).

Ela representa, principalmente, a presença do Integralismo em todo o território nacional, pregando assim o Sigma e mostrando com esta ação o objetivo da AIB: unificar o Povo Brasileiro em torno de uma Doutrina Espiritualista. Além desta análise, pode-se observar que o Integralista uniformizado que se encontra pregando o Sigma no mapa é um jovem de imagem heróica pronto para se sacrificar pelo bem do Brasil.

A opção por desenhar um jovem não foi por mero acaso, o Integralismo nos anos 30 era composto em sua maioria de jovens moços, contrariando muitos pesquisadores que insistentemente sugerem que a Acção Integralista Brasileira era composta em sua maioria pela classe média e o clero, portanto, nada mais fiel do que retratar um jovem caracterizando um novo amanhã.

A imagem deste cartaz é inspirada nitidamente no realismo heróico, que foi um estilo artístico de propaganda muito utilizado pelos movimentos políticos dos anos 30 no Brasil e no mundo. Embora boa parte da utilização do realismo heróico estivesse confinada às propagandas Socialistas, a imagem criada por Oswaldo Teixeira resgata essa representação artística para o movimento nacionalista, e prioriza principalmente as cores fortes para demonstrar força, poder e nacionalidade sem ofuscar o elemento heróico do Integralista comum.

O cartaz como meio de comunicação de massa teve seu apogeu entre os anos 30 e 40. Tornou-se um recurso popular para a divulgação de idéias e conceitos dos movimentos políticos transformando-se num canal direto entre os governos e as massas de cidadãos que viviam nos grandes centros urbanos. Não se sabe se o autor ao criar esta imagem tinha pretensões que ela se tornasse um poderoso cartaz de propaganda do Integralismo, porém, pode-se afirmar com certeza que isto aconteceu, sendo usado, mais de 70 anos depois, pelo Movimento Integralista atual.

Para que se possa entender como a imagem que ilustra o artigo tem uma imensurável importância no Integralismo, podemos fazer um paralelo com a imagem do Chefe Nacional Plínio Salgado. Nos Núcleos Integralistas espalhados pelo Brasil era obrigatório que estivesse presente a imagem do Chefe Nacional, onde todos os novos militantes Integralistas deveriam proclamar solenemente, diante do retrato do Chefe, a seguinte promessa: “Juro por Deus e pela minha Honra trabalhar pela Acção Integralista Brasileira, executando sem discutir, as ordens do Chefe Nacional e dos meus superiores hierárquicos”. Este juramento era uma diretriz dos Protocolos e Rituais da AIB. Para a imagem do Sr. Oswaldo Teixeira, não havia nenhuma resolução nos Protocolos e Rituais da AIB que fizessem a sua presença obrigatória dentro do Núcleo, porém, muitas dessas imagens foram destacadas da revista “Anauê!” e colocadas nos Núcleos a fim de simbolizar a unidade nacional do Integralismo.

Buscando informações sobre esta ilustração e sobre seu autor me deparei com um imenso vácuo histórico que há sobre ambos. O artista Oswaldo Teixeira foi durante as décadas de 50 e 60 renegado ao exílio da historia artística nacional, justamente por ter contribuído artisticamente para o Integralismo. Para se encontrar algo sobre esse grande brasileiro foi uma verdadeira cruzada. Já a revista “Anauê!”, apenas o Centro Cultural Arcy Lopes Estrella possui o exemplar digitalizado, é uma pena que outros arquivos e bibliotecas públicas não possuam este material para disponibilizar aos pesquisadores interessados sobre o assunto, talvez seja por este motivo que não haja outros estudos mais aprofundados sobre o tema.
Artigo retirado do boletim Bandeira do Sigma, nº. 5 de 2009
*∑ - Publicitário. Presidente dos Núcleos Integralistas do Estado do Rio de Janeiro – NIERJ.